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Altamira (PA) - Inovações em parcerias comerciais geram ganhos

· Pará

Comunidades da Terra do Meio, no Pará, vêm desenvolvendo relações comerciais inovadoras entre empresas e produtores extrativistas, na busca de um modelo de negócio que combine a cultura da floresta às necessidades do mercado. Mediado pelo

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), o desenvolvimento do modelo tem representado importante ferramenta de geração de benefícios socioambientais. Os resultados desse arranjo inovador foram dimensionados por um estudo de avaliação de impacto, realizado pelo Laboratório de Silvicultura Tropical da Universidade de São Paulo (LASTROP/ESALQ/USP), em parceria com o próprio IMAFLORA e o ISA, com foco na borracha e no óleo de copaíba. Agora, a expectativa é que o processo também se aplique à castanha-do-brasil. O novo arranjo comercial diferencia-se pelo respeito à cultura local e pela negociação direta com as comunidades, com base em preços justos. Para organizar a produção destinada às empresas Mercur (borracha) e Firmenich (óleo de copaíba) e para proporcionar um local destinado ao armazenamento dos produtos e ao pagamento dos extrativistas, implantaram-se as chamadas “cantinas”. Lá, os produtores, além de receber o dinheiro, têm acesso a alimentos e a outros produtos industrializados e a acordos de funcionamento e de gestão compartilhadas nas

comunidades, com a venda garantida da produção. Hoje, nas Reservas Extrativistas Riozinho do Anfrísio, Rio Iriri e Rio Xingu, existem dez cantinas que desempenham papel

importante nessa parceria comercial.

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