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Mogi das Cruzes / Iporanga (SP) - Estoque Verde

 

Empresas transformam reservas ecológicas em ativos para minimizar impactos

· são paulo

 

Empresas transformam reservas ecológicas em ativos para minimizar impactos

 

Descendente direto de Garcia D´Ávila, dono do “maior latifúndio das Américas” no período colonial e responsável pela implantação da pecuária extensiva no Brasil, o advogado baiano Álvaro Oyama assumiu o desafio de redimir pelo menos em parte o que a família destruiu geração-pós-geração na Mata Atlântica do litoral-Norte da Bahia. O quartel-general para a empreitada é uma reserva ecológica dirigida por ele e mantida majoritariamente pela indústria química Braskem, no município de Mata de São João (BA), onde irradiam projetos de reflorestamento que estão mudando a paisagem no entorno do Polo Petroquímico de Camaçari. “Nunca é tarde para consertar estragos e fazer diferente”, afirma Oyama, neto de caçador que exibia troféu por matar onças.

Com 66 hectares de mata e restinga, o Parque Sauipe, gerido pelo Instituto Fábrica de Florestas, do qual Oyama é diretor executivo, funciona como uma ilha verde em meio a uma região litorânea que mistura os impactos da especulação imobiliária e do turismo aos efeitos da expansão industrial. A reserva abriga um museu de história natural, guarda vestígios arqueológicos dos antigos índios tupinambás e recebe investimentos em núcleo de pesquisa e viveiro de mudas de grande porte para ampliar a restauração da vegetação nativa.

O banco de sementes ocupa a estrutura do forno de uma antiga olaria que queimava madeira nativa para fazer telhas. Até o momento, 450 mil mudas se destinaram à recuperação de áreas degradadas nos municípios vizinhos e à formação de um anel florestal como faixa de segurança entre as comunidades e as plantas industriais. O projeto está sendo replicado nas unidades da Braskem em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na Bahia, é mantido pelo Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, responsável pela gestão do polo – complexo que reúne 90 empresas (20% do PIB baiano) e planeja dobrar de tamanho, gerando mais 17 mil empregos, em três anos.

A manutenção de reservas ambientais se incorpora aos negócios, como garantia de recursos naturais à produção ou estratégia de imagem e reputação. “Em sua maioria, as áreas são implantadas como um ativo de responsabilidade socioambiental, sem finalidade direta de gerar lucro com sua exploração”, explica Beto Mesquita, diretor da Conservação Internacional, autor de recente tese de doutorado sobre Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Nessa categoria de área protegida, a propriedade privada ou parte dela é voluntariamente destinada à conservação ecológica, em caráter perpétuo. Em troca, recebe reconhecimento oficial, isenção do Imposto Territorial Rural e, teoricamente, apoio à proteção. No Brasil existem 1.232 RPPN, reconhecidas por governos das três esferas, em 636 municípios. Um quarto delas, no total de 407 mil hectares, está na mão de empresas.

O modelo é defendido por ambientalistas, mas divide opiniões no meio corporativo. Tudo porque, na categoria de “proteção integral”, como os parques nacionais, a RPPN está

sujeita a restrições de uso econômico. Pode ser aproveitada comercialmente para ecoturismo, pesquisa científica e educação ambiental, mas não para a retirada de madeira e outros produtos. Há precedentes que abrem a porta para outros usos, como a coleta de sementes. “Mas a falta de informação atrapalha”, adverte Mesquita, propondo a criação de diferentes categorias para as RPPN, conforme as suas finalidades, a partir de uma nova lei que também estabeleça incentivos econômicos. “Muitas reservas foram criadas só no papel, impostas no processo de licença como compensação ambiental de empreendimentos”, lamenta o ambientalista.

Aos poucos, as empresas vencem a burocracia, a dificuldade em lidar com órgãos ambientais e a insegurança jurídica. “No meio corporativo, a intenção está muitas vezes em diferenciar produtos e marcas”, avalia Mariana Machado, coordenadora do Programa de Incentivo às RPPN, da SOS Mata Atlântica. A entidade investe recursos de patrocinadores na elaboração de planos de manejo, essenciais à gestão das áreas. Até hoje foram beneficiados cerca de 300 proprietários e empresas, inclusive de pequeno porte. “A reserva ambiental gera um novo valor”, atesta Alexandre Teixeira, produtor da cachaça Tabaroa e dono de um refúgio de libélulas de 10 hectares, ao lado dos canaviais, no município de Prados (MG).

Na Mata Atlântica, reduzida a 8,5% da cobertura original, a criação dessas reservas é estratégica, porque grande parte do que restou está em propriedades particulares. Geridas por empresas de setores que buscam eficiência operacional e selos verdes para os produtos, como o florestal e de mineração, áreas antes abandonadas incorporam boas práticas e complementam esforços públicos para a proteção da biodiversidade e mitigação de mudanças climáticas.

“Um dos ativos a ser explorado é a geração de conhecimento”, aponta o consultor Sérgio Pompeia, dono da Reserva Betary, em Iporanga (SP), no Vale do Ribeira. Mantida pela empresa CPEA - Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais, a área fatura com cultivo de plantas ornamentais e aposta no mercado de educação e produção de filmes e documentários para atingir autonomia financeira até o final de 2015. Bem protegido, o lugar é palco de cenas inéditas sobre o comportamento da biodiversidade. “O mercado de compensações ambientais para o licenciamento de obras fez crescer o número de reservas empresariais que agora demandam consultoria para torná-las economicamente viáveis”, informa Pompeia.

A gestão da Reserva Natural de Salto Morato, com 2,2 mil hectares encravados entre unidades de conservação do litoral paranaense, custa à Fundação Grupo Boticário cerca de R$ 1,5 milhão por ano. O valor é coberto por recursos advindos de 1% da receita com a venda dos cosméticos que produz. Há 20 anos, a companhia planejou fazer algo pela natureza plantando uma árvore por produto vendido. “A ideia se tornaria inviável pela dimensão das vendas, em torno de 1 milhão de unidades por ano, e a prioridade mudou para a conservação da floresta em pé”, conta Eros Ferreira, administrador da reserva.

O foco é ecoturismo e pesquisas científicas que têm resultado na proposta de métodos mais eficientes de conservação. As atividades ajudam a frear ameaças, com a criação de búfalos e a ação dos palmiteiros – e contribuem com o desenvolvimento local. Devido à reserva, o município de Guaraqueçaba (PR) recebeu R$ 579 mil em ICMS Ecológico, em dez anos. O mecanismo se expande no país para compensar municípios cobertos por unidades de conservação. Em projeto inédito, o município de Varre-Sai (RJ) começou a transferir 60% dessa arrecadação para propriedades com RPPN. São R$ 100 por hectare ao mês, destinados a insumo agrícola e melhorias nas fazendas.



 

Retranca:


 

Empresas protegem florestas para garantir água

 

 

 

O objetivo inicial foi aproveitar na produção de papel o eucalipto cultivado no passado por fazendas que derrubaram a Mata Atlântica para abastecer siderúrgicas de Mogi das Cruzes (SP). Frente à mecanização da silvicultura, quatro décadas depois de adquirir as propriedades, a indústria papeleira Suzano concluiu que seria economicamente mais viável deixar a mata se regenerar e criar uma reserva ecológica do que explorar plantios naquelas terras acidentadas da Serra do Mar. Hoje o Parque das Neblinas protege 6,1 mil hectares de remanescente florestal que estoca recursos da biodiversidade e água, como a que nutre o rio Itatinga, sobre o qual recaem as esperanças de abastecimento para a região do Guarujá, no litoral paulista, onde o consumo hídrico pressiona os atuais reservatórios, já insuficientes para suprir a demanda local e da Região Metropolitana de São Paulo.

O governo estadual tem plano de recorrer àquele manancial, protegido pela reserva ambiental da empresa e por unidades de conservação públicas. A existência dessas áreas impõe negociações e estudos técnicos para captação da água sem riscos aos animais, às belezas naturais e ao equilíbrio ecológico que sustentam atividades como o turismo, envolvendo populações locais.

A manutenção do parque custa R$ 700 mil por ano à empresa, que cobre o caixa também com prestação de consultoria para outras reservas ambientais e com a venda do eucalipto que restou. “A área gera valor intangível, ajuda nas relações com comunidades e não deve ser vista como uma dor de cabeça”, afirma Paulo Groke, diretor do Instituto Ecofuturo, responsável pela gestão do parque.

Lá foram plantadas 5 milhões de mudas de palmito-jussara. Os frutos atraem a fauna e inspiram um projeto de geração de renda mediante a produção de polpa, sem a derrubada das árvores. A experiência de gerir uma reserva ambiental como instrumento de conservação e desenvolvimento local será levada para o município de Imperatriz, no Maranhão, no entorno da nova fábrica de celulose da Suzano, prevista para iniciar operações neste ano.

Há casos em que a área protegida por empresas está diretamente relacionada à manutenção das operações industriais. No Vale do Ribeira, em São Paulo, o exemplo é a reserva Legado das Águas, mantida pela Votorantim Metais para garantir a energia hidrelétrica consumida por sua fábrica de produtos de alumínio na região. São 31 mil hectares, na parte mais bem conservada da Mata Atlântica. Após o plano de usos e o diagnóstico socioambiental dos municípios vizinhos, a área será aberta à visitação, à produção de mudas e ao extrativismo. “Precisa gerar receita para se manter com independência”, ressalta David Canassa, engenheiro eletricista hoje responsável pela reserva, onde deverão ser investidos R$ 10 milhões, em quatro anos. Uma parte da propriedade será protegida como RPPN, compondo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.


 

Publicado originalmente no Valor Econômico

Descendente direto de Garcia D´Ávila, dono do “maior latifúndio das Américas” no período colonial e responsável pela implantação da pecuária extensiva no Brasil, o advogado baiano Álvaro Oyama assumiu o desafio de redimir pelo menos em parte o que a família destruiu geração-pós-geração na Mata Atlântica do litoral-Norte da Bahia. O quartel-general para a empreitada é uma reserva ecológica dirigida por ele e mantida majoritariamente pela indústria química Braskem, no município de Mata de São João (BA), onde irradiam projetos de reflorestamento que estão mudando a paisagem no entorno do Polo Petroquímico de Camaçari. “Nunca é tarde para consertar estragos e fazer diferente”, afirma Oyama, neto de caçador que exibia troféu por matar onças.

Com 66 hectares de mata e restinga, o Parque Sauipe, gerido pelo Instituto Fábrica de Florestas, do qual Oyama é diretor executivo, funciona como uma ilha verde em meio a uma região litorânea que mistura os impactos da especulação imobiliária e do turismo aos efeitos da expansão industrial. A reserva abriga um museu de história natural, guarda vestígios arqueológicos dos antigos índios tupinambás e recebe investimentos em núcleo de pesquisa e viveiro de mudas de grande porte para ampliar a restauração da vegetação nativa.

O banco de sementes ocupa a estrutura do forno de uma antiga olaria que queimava madeira nativa para fazer telhas. Até o momento, 450 mil mudas se destinaram à recuperação de áreas degradadas nos municípios vizinhos e à formação de um anel florestal como faixa de segurança entre as comunidades e as plantas industriais. O projeto está sendo replicado nas unidades da Braskem em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na Bahia, é mantido pelo Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, responsável pela gestão do polo – complexo que reúne 90 empresas (20% do PIB baiano) e planeja dobrar de tamanho, gerando mais 17 mil empregos, em três anos.

A manutenção de reservas ambientais se incorpora aos negócios, como garantia de recursos naturais à produção ou estratégia de imagem e reputação. “Em sua maioria, as áreas são implantadas como um ativo de responsabilidade socioambiental, sem finalidade direta de gerar lucro com sua exploração”, explica Beto Mesquita, diretor da Conservação Internacional, autor de recente tese de doutorado sobre Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Nessa categoria de área protegida, a propriedade privada ou parte dela é voluntariamente destinada à conservação ecológica, em caráter perpétuo. Em troca, recebe reconhecimento oficial, isenção do Imposto Territorial Rural e, teoricamente, apoio à proteção. No Brasil existem 1.232 RPPN, reconhecidas por governos das três esferas, em 636 municípios. Um quarto delas, no total de 407 mil hectares, está na mão de empresas.

O modelo é defendido por ambientalistas, mas divide opiniões no meio corporativo. Tudo porque, na categoria de “proteção integral”, como os parques nacionais, a RPPN está

sujeita a restrições de uso econômico. Pode ser aproveitada comercialmente para ecoturismo, pesquisa científica e educação ambiental, mas não para a retirada de madeira e outros produtos. Há precedentes que abrem a porta para outros usos, como a coleta de sementes. “Mas a falta de informação atrapalha”, adverte Mesquita, propondo a criação de diferentes categorias para as RPPN, conforme as suas finalidades, a partir de uma nova lei que também estabeleça incentivos econômicos. “Muitas reservas foram criadas só no papel, impostas no processo de licença como compensação ambiental de empreendimentos”, lamenta o ambientalista.

Aos poucos, as empresas vencem a burocracia, a dificuldade em lidar com órgãos ambientais e a insegurança jurídica. “No meio corporativo, a intenção está muitas vezes em diferenciar produtos e marcas”, avalia Mariana Machado, coordenadora do Programa de Incentivo às RPPN, da SOS Mata Atlântica. A entidade investe recursos de patrocinadores na elaboração de planos de manejo, essenciais à gestão das áreas. Até hoje foram beneficiados cerca de 300 proprietários e empresas, inclusive de pequeno porte. “A reserva ambiental gera um novo valor”, atesta Alexandre Teixeira, produtor da cachaça Tabaroa e dono de um refúgio de libélulas de 10 hectares, ao lado dos canaviais, no município de Prados (MG).

Na Mata Atlântica, reduzida a 8,5% da cobertura original, a criação dessas reservas é estratégica, porque grande parte do que restou está em propriedades particulares. Geridas por empresas de setores que buscam eficiência operacional e selos verdes para os produtos, como o florestal e de mineração, áreas antes abandonadas incorporam boas práticas e complementam esforços públicos para a proteção da biodiversidade e mitigação de mudanças climáticas.

“Um dos ativos a ser explorado é a geração de conhecimento”, aponta o consultor Sérgio Pompeia, dono da Reserva Betary, em Iporanga (SP), no Vale do Ribeira. Mantida pela empresa CPEA - Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais, a área fatura com cultivo de plantas ornamentais e aposta no mercado de educação e produção de filmes e documentários para atingir autonomia financeira até o final de 2015. Bem protegido, o lugar é palco de cenas inéditas sobre o comportamento da biodiversidade. “O mercado de compensações ambientais para o licenciamento de obras fez crescer o número de reservas empresariais que agora demandam consultoria para torná-las economicamente viáveis”, informa Pompeia.

A gestão da Reserva Natural de Salto Morato, com 2,2 mil hectares encravados entre unidades de conservação do litoral paranaense, custa à Fundação Grupo Boticário cerca de R$ 1,5 milhão por ano. O valor é coberto por recursos advindos de 1% da receita com a venda dos cosméticos que produz. Há 20 anos, a companhia planejou fazer algo pela natureza plantando uma árvore por produto vendido. “A ideia se tornaria inviável pela dimensão das vendas, em torno de 1 milhão de unidades por ano, e a prioridade mudou para a conservação da floresta em pé”, conta Eros Ferreira, administrador da reserva.

O foco é ecoturismo e pesquisas científicas que têm resultado na proposta de métodos mais eficientes de conservação. As atividades ajudam a frear ameaças, com a criação de búfalos e a ação dos palmiteiros – e contribuem com o desenvolvimento local. Devido à reserva, o município de Guaraqueçaba (PR) recebeu R$ 579 mil em ICMS Ecológico, em dez anos. O mecanismo se expande no país para compensar municípios cobertos por unidades de conservação. Em projeto inédito, o município de Varre-Sai (RJ) começou a transferir 60% dessa arrecadação para propriedades com RPPN. São R$ 100 por hectare ao mês, destinados a insumo agrícola e melhorias nas fazendas.

Retranca:

Empresas protegem florestas para garantir água

O objetivo inicial foi aproveitar na produção de papel o eucalipto cultivado no passado por fazendas que derrubaram a Mata Atlântica para abastecer siderúrgicas de Mogi das Cruzes (SP). Frente à mecanização da silvicultura, quatro décadas depois de adquirir as propriedades, a indústria papeleira Suzano concluiu que seria economicamente mais viável deixar a mata se regenerar e criar uma reserva ecológica do que explorar plantios naquelas terras acidentadas da Serra do Mar. Hoje o Parque das Neblinas protege 6,1 mil hectares de remanescente florestal que estoca recursos da biodiversidade e água, como a que nutre o rio Itatinga, sobre o qual recaem as esperanças de abastecimento para a região do Guarujá, no litoral paulista, onde o consumo hídrico pressiona os atuais reservatórios, já insuficientes para suprir a demanda local e da Região Metropolitana de São Paulo.

O governo estadual tem plano de recorrer àquele manancial, protegido pela reserva ambiental da empresa e por unidades de conservação públicas. A existência dessas áreas impõe negociações e estudos técnicos para captação da água sem riscos aos animais, às belezas naturais e ao equilíbrio ecológico que sustentam atividades como o turismo, envolvendo populações locais.

A manutenção do parque custa R$ 700 mil por ano à empresa, que cobre o caixa também com prestação de consultoria para outras reservas ambientais e com a venda do eucalipto que restou. “A área gera valor intangível, ajuda nas relações com comunidades e não deve ser vista como uma dor de cabeça”, afirma Paulo Groke, diretor do Instituto Ecofuturo, responsável pela gestão do parque.

Lá foram plantadas 5 milhões de mudas de palmito-jussara. Os frutos atraem a fauna e inspiram um projeto de geração de renda mediante a produção de polpa, sem a derrubada das árvores. A experiência de gerir uma reserva ambiental como instrumento de conservação e desenvolvimento local será levada para o município de Imperatriz, no Maranhão, no entorno da nova fábrica de celulose da Suzano, prevista para iniciar operações neste ano.

Há casos em que a área protegida por empresas está diretamente relacionada à manutenção das operações industriais. No Vale do Ribeira, em São Paulo, o exemplo é a reserva Legado das Águas, mantida pela Votorantim Metais para garantir a energia hidrelétrica consumida por sua fábrica de produtos de alumínio na região. São 31 mil hectares, na parte mais bem conservada da Mata Atlântica. Após o plano de usos e o diagnóstico socioambiental dos municípios vizinhos, a área será aberta à visitação, à produção de mudas e ao extrativismo. “Precisa gerar receita para se manter com independência”, ressalta David Canassa, engenheiro eletricista hoje responsável pela reserva, onde deverão ser investidos R$ 10 milhões, em quatro anos. Uma parte da propriedade será protegida como RPPN, compondo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Publicado originalmente no Valor Econômico

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