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Porto Murtinho (MS) - A terra dos "índios cavaleiros"

· Mato Grosso do Sul

A Terra Indígena Kadiwéu, situada na cercania do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, guarda um expressivo pedaço de remanescente de Mata Atlântica, próximo ao rio Paraguai. São 530 mil hectares, área reconhecida como recompensa aos índios “guerreiros” pelo apoio às tropas brasileiras na Guerra do Paraguai (1864-1870). Hoje vivem lá 1,5 mil famílias, divididas em cinco aldeias, algumas também habitadas por índios da etnia terena e uns poucos quiniquinaua, outrora considerados extintos.

Os Kadiwéu vivem numa sociedade dividida hierarquicamente entre senhores e cativos. No passado, foram chamados de "os índios cavaleiros", devido ao vasto rebanho equino que possuíam e à admirável destreza na montaria. A adoção de um vestuário "country" pelos homens Kadiwéu da atualidade revela seu apego ao tradicional modo de vida associado ao uso e criação de cavalos.

Hoje a principal atividade é a criação de gado e cultivo de alimentos, além do artesanato produzido pelas mulheres que fazem pinturas geométricas no corpo e mantêm as tradições culturais. A relação com fazendeiros vizinhos nem sempre é pacífica – principalmente na época de cheia do Pantanal, quando o gado é levado para aquelas bandas, longe das águas. Focos de incêndio costumam ser detectados com frequência na terra indígena. As comunidades adotam métodos de roçado antigos, sem assistência e incentivo a práticas menos danosas.

Fragmento do livro Extremos da Mata Atlântica, publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica.

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